educação da vontadeEdição da revista Ser Família – Agosto/Setembro 2007 – Ano I – Nº 6, Julia Manglano trata do tema educação da vontade

Que família não deseja ter um lar alegre e harmonioso, com crianças amorosas e felizes?

O nosso papel para tornar isso possível é ajudar as crianças a desenvolverem basicamente duas coisas: a inteligência e a vontade.

A inteligência para conhecerem cada vez mais o bem, a verdade e a beleza, sabendo tomar decisões acertadas; e a vontade para colocarem as melhores decisões escolhidas em prática.

Como nós decidimos? Por meio da antecipação dos resultados de nossas ações, ou seja, das satisfações que serão geradas nos níveis material, cognitivo e afetivo.

Temos que ter inteligência (racionalidade) para avaliar corretamente os resultados nos três níveis citados; para escolher a melhor alternativa de decisão. E a vontade para vencer os impulsos contrários à ação escolhida. Por exemplo, vencer o desejo de ficar deitado na cama, de manhã, e, com a vontade, de levantar rapidamente.

Por isso a educação da vontade é fundamental para que nossas crianças queiram estudar, ser ordenadas, amigas, queiram falar a verdade e, o principal, que tenham caráter (vontade) para dizer não às drogas e a outros prazeres destrutivos, que na fase da adolescência são muito fortes.

Segundo o diretor americano James Stenson, que acompanhou o desenvolvimento da vida de centenas de crianças desde pequenas até a fase adulta, os jovens que tinham problemas psicológicos, de drogas, de infelicidade, tinham um traço em comum. Não foram educados na vontade quando eram pequenos. O que nós, pais, fizermos com as crianças agora, influirá diretamente na maior ou menor capacidade de elas resistirem à enorme pressão do materialismo e hedonismo na adolescência.

E… Como desenvolver a vontade das crianças?

Começando cedo e da forma correta, através dos quatro hábitos básicos. De zero a três anos de idade: ordem, higiene, alimentação e sono; e de quatro a oito anos: sinceridade, constância, amizade e obediência.
Quanto menor a criança, mais fácil educá-la. Desde o nascimento, ela já está receptiva para valores e hábitos bons. É como se fosse uma fita virgem na qual começam a ser gravadas as informações e hábitos.

Assim como existem janelas de oportunidades para o desenvolvimento neurológico, há também períodos ótimos (sensitivos) para o desenvolvimento dos hábitos bons. É muito mais fácil ensinar uma criança de dois anos a ser ordenada, do que uma de cinco anos. E uma criança de cinco anos adquire o hábito da ordem mais facilmente do que um adulto.

Desenvolver nas crianças hábitos operativos, enquanto pequenas, faz com que possam assumir gradativamente custos de oportunidade mais altos, relacionados com alguma alternativa de ação que quiserem escolher.

Uma criança educada na ordem, por exemplo, além da ordem material, desenvolve uma ordem mental, que ajuda a aproveitar melhor o tempo e perceber as prioridades da vida.

Fale conosco

Escreva aqui sua mensagem que responderemos o mais breve possível. Obrigado!

Digite aqui sua busca